sábado, 24 de dezembro de 2011

PERTRANSIVIT GLADIUS

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ENCANTAMENTO I


Junto com a primeira claridade
Descendo do céu em linha reta
Do outro lado da rua
Pousou uma pomba na árvore
Como se trouxesse o sol dentro dela
E ao abrir as asas
Nasceram luzes

Olhei-a por longo tempo
Tão aberto para o mundo
Tão aberto para a vida
Em um amanhecer tão belo
Que por todos valeria

Não uma pomba qualquer
Era toda feita de esplendor
Luz branca de leite
Saudando tudo que nasce

Olhei-a com ternura
Olhou-me com doçura
Mais do que eu e antes da boca
Minha alma exclamou encantada
É um pássaro da mais pura beleza!

Aproximou-se e parada no ar
Ficou perto do meu rosto igual beija-flor
Como se mulher querendo beijar-me
E eu para ela abri o meu coração

Ela abriu o peito e dentro dele
Brilhava uma pequena espada de luz
Que de estalo cravou-se no meu
E não só o coração trespassou-me
Também as lembranças e os sonhos

Ó dor da morte
Inerte tombei
Dentro da espada de luz acordei

domingo, 26 de dezembro de 2010

Cantos ao Entardecer

VII
Aninha

Igual a borboleta veio e pousou na flor que a esperava
Enganaram-se os olhos que a seguiram por um minuto
Em um minuto ela foi voando ao sol e voltou até a mesma flor
Quem viu não viu
Não pode crer no que via
Seria atravessar o chão coberto com as flores cheias de amor e descobrisse que as tivesse criado


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segunda-feira, 5 de julho de 2010

ES

O QUE SE PAGA

O que se paga por ver o coração do outro
É perder o próprio
Olhos da fonte maravilhosa
De doce alma coração e peito batendo
Onde ter é dar-se todo

Pequena flor... Pequena flor... Pequena flor
Meu coração não sabe bater de outro jeito
Desde o dia em que te viu e da manhã ao por do sol
Suspira entre desejos de morte e vontade de te ver
Quero-o de volta
Assim não quero mais viver


AGORA SEI

Agora sei e é melhor saber
Até mesmo a um dia da morte
Qualquer amor é dádiva do céu
E sou pequeno para dizer não

Agora sei e é tão bom saber
Um só dia de amor
Vale mais do que a vida inteira sem ele
E não importa a dor que se paga
Pela visão do que não amou por medo
E o que importa
Se o que vem pela frente é louca incógnita?

Agora sei
Todo mundo que começa a amar
Sente-se na corda bamba sobre um precipício
E é preciso cair ou pular para viver
Não saltar é morrer agora sei
E se salta a queda é angustiante
Ao não saber o que vai acontecer

Agora sei chorar
E o que é imperioso levar mais alguém
A pular no abismo que pode ser tanta dor

O amor pode sair do esconderijo
De uma frase só ou de um olhar
Agora sei
E só resta amar


#

....
Eu agora estou vivo
Com todos os poros eletrificados
Prontos para receber a felicidade
Eu agora estou vivo
Minha carne canta
Meus nervos expostos
Meus desejos explodem
Meus olhos chegam ao futuro
E não receio parecer um deus
Nem causar intolerância
Por sair dando pulos no tempo
Entrando e saindo do próprio destino
Não respeitando os séculos e suas rédeas
Como se fosse eu quem o manipulasse

Eu agora estou vivo
Com todos os poros eletrificados
Untado com óleos perfumados.....

#

...... Anjo
Queria que estivesse aqui ao meu lado
Neste momento em que tudo se soltou de mim
E que meu coração se perde em infinitos
Sentado embaixo das mangueiras do parque
Como se o amor por obrigação
Desse realidade ao sonho de quem ama
Na mesma medida e proporção em que o fere

Anjo
Queria que estivesse aqui ao meu lado
Desse aos meus olhos um olhar terno
E de mãos dadas caminhássemos
E sem que eu visse
Sem que eu sentisse
O seu corpo e a sua alma
Entrassem no meu corpo e na minha alma
E eu fosse você dentro de mim
Porque para mim você é tudo
E eu para mim sou nada
Além do nada que já sou

Mas isso não é querer muita facilidade?
Sem sofrimento ganhar tanta felicidade?
É sim e daí
Eu já sofri a vida inteira
E com isso nunca ganhei uma alegria.....


E S
Livro de poemas de amor
78 páginas
Capa e ilustrações de Alexandre C. Ataide

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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Poder suspirar
Ó amiga
É tão bom
É tanta a certeza de...
Ó amiga
Ana
Tão querida
Que nem o amor é tão grande

É como se...
Fosse e ocupasse
E espaço não sobrasse
Senão para
Ó amiga
Ó amiga



§ § § §



O amor de quem ama com toda a verdade da entrega
Tão imaculado que mostra a mancha de qualquer mentira
É a mãe que abraça ternamente o pequeno filho
E depois oferece um peito de espinhos
Que a poesia das últimas horas canta para quem morre

Eu não existo
Eu não sou poeta
Eu nem mesmo sou eu
Apenas canto o que vejo
Do jeito que vejo
Sem eu porque não sou poeta e nem existo
Sem pensar sem pensar sem pensar
Quisera sem precisar sentir

Ser um renegado anjo da imundície
O escolhido a andar no meio dos desgarrados
Ouvido das dores sem mais poder fazer que ouvir
As respeitadas dores até entre os demônios agoniados
Que levam dor ao próximo com medo das próprias dores
E se chamam de irmãos e trocam falsas gentilezas
Dor sem culpa
Mas dor
Sem pecados
Mas não céu
Dor de quem paga o que não deve
Mas dor
Dor de ser inocente
Mas sem saber que é inocente
Sem ódios
Mas dor
Como se a dor fosse o sangue dos vivos
A ser derramado na guerra dos minutos com as horas
De céu e inferno no mesmo corpo fraco
Que ora reza
Outra ora blasfema e ainda pede um beijo
Como se pedisse ao céu uma espada de luz no peito
De quem sofre dor de amor
Mas dor

A poesia é uma espécie de dor de amor
Que só em amor é concebida
Tão pura que até parece coisa alegre
Com tão grande beleza que até confunde
Eu preciso do seu beijo para construir um dia feliz
Eu preciso de beijo para construir felicidade



MUSICAMOR


... Alguém que tivesse
Muito amor no coração
Música nas pontas dos dedos
E beleza sem pressa

... Que do meu rosto tirasse
Tantas belas canções
Quantas do amoroso pianíssimo
Como se eu fosse sua viola

... Ó Deus se pensar pudesse
Em mais suave emoção
Em musicamor encantamento
Em felicidade mais viva



IAN E GABRIELA


O olhar de uma criança
É um pé de nascer doce
Gostoso para quem olha
E adoça tudo que é olhado

Nada mais mágico existe
Que o jeito da criança olhar
É ver um futuro melhor
No bom da vida que nasce
E nem é preciso plantar

Quando a criança sorri e corre
Seu olhar vira fogueira
Que até coração solitário aquece
E descrença em sonho transforma
Sonho com vontade de brincar

Quando uma criança brincando olha outra
Com os olhos brilhando de alegria
Os duendes da beleza e da bondade sorriem
E o que é criação e natureza e vida
Roupas de luzes e flores recebem

Eu poderia passar a vida inteira
No que existe entre esses dois olhares
Um parque onde se esquece a própria vida
Tão belo que a gente vê mas não imagina

No olhar da criança o adulto sobe
Do mesmo jeito que subia no pé de manga
E sentado no galho balançando as pernas
Escutava os anjos contando histórias
Dizendo que criança tem pressa de sonhar



GOZO


Ela requebra tão gostoso
Como se a vida orgasmando
E soubesse gozar cada passo

Ah se pudesse ser tão gozoso
Como se tudo maravilhando
E passo encontrasse passo

E a vida que começa por um gozo
Diz que pode fazendo gosto
E mulher e homem se gozam

E prazeres tão grandes se encontram
E o céu cansou de ser só imaginado
Ah... Ela requebra tão gostoso



O EXÍLIO DO SONHO


Em mil novecentos e sessenta e...
Éramos tão ingênuos que bastava
Um descuido e embarcávamos em um bonito...
A gente era tão ingênua que até sonhava

Mas arrancaram as unhas do sonho
Enfiaram bambu nos seus testículos
E o expatriaram em uma cadeira de rodas
Cantando hinos e milagres econômicos

Quando voltou era um pesadelo
E sem ingenuidade
Um povo inteirinho
Desaprendeu sonhar

Aquele sorriso caipira
Com gosto de mato e céu limpo
E todo o tempo do mundo para gastar com nada
Passou fome
Aprendeu a falar inglês
Olhar a televisão e não o luar
Tem motor a explosão
No lugar do coração

O gemido do carro de boi
Sumiu do mapa junto com a calma do monjolo
Não tem tempo para mais nada
Ganhou estresse de executivo
Bebe muita cerveja
E vive a vida do ator de novela

Em dois mil e...
Ninguém sente vontade de sorrir
Sonhar
Sente só medo de balas perdidas
E do filho não voltar vivo para casa



AMIGA
Livro de poesia
158 páginas
Capa de Alexandre C. Ataíde

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sábado, 10 de outubro de 2009

AS FLORES FALAM

AS FLORES FALAM


É assim
A gente espalha flores por toda casa
E dentro do coração também
Pensando que tudo dará certo
E que não há limite para sonhar
Todo sonho que der conta

&
Às vezes
Tenho vontade de ser uma rosa
Para a moça que me enternece
Apanhar-me
Depois de olhar com amor
Levar-me com doçura ao rosto
Beijar-me
Acariciar-se comigo
Passando-me na face
Do queixo ao ouvido
Como se eu pudesse falar

&
Vou fazer um rosto bonito para quem eu gosto
Como se arrumasse casa ou fizesse doce gostoso
Sobre a mesa perto da entrada flores vermelhas
Um lençol novo na cama para quem vier dormir
Envolto em tanto carinho e perfume de bem sentir

Como se fosse a casa do amor um sorriso enfeitado
Dizendo bom dia e aqui será sempre bem vindo
Tem feito parte da minha vida e eu não sabia
Gostei muito ao descobrir e quando seu olhar olhei
A vida pareceu lençol perfumado balançando ao vento

Todas as lembranças são boas diz o rosto
Pois quando olho esqueço tudo que não é belo
É como se vida passada e futura
Juntas e sem saber
Sendo você o lado mais bonito dos meus sonhos
Dois sorrisos se encontram e somem brincando


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sábado, 29 de agosto de 2009

BOLINHA DE OURO


Poemas tendo crianças como tema

sábado, 22 de agosto de 2009

Amigo

Livro de Poesias. Para fazer o download clique na imagem

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